Parque eólico “mata cabras taiwanesas”

Um grande número de cabras pode ter morrido de exaustão por causa do ruído de um parque eólico em um arquipélago de Taiwan.

Um fazendeiro de Taiwan, disse à BBC que ele havia perdido mais de 400 animais depois que oito turbinas gigantes eólicas foram instaladas perto de suas terras. O Conselho de Agricultura suspeita que o ruído das turbinas possa ter causado a morte das cabras por privação de sono.

A companhia de energia, Taipower, se ofereceu para pagar parte dos custos da construção de um novo estábulo distantes das turbinas.

Um porta-voz da empresa disse que a causa da morte das cabras ainda precisa ser investigada, mas que duvidava que as cabras tivessem morrido por causa do barulho.

Antes de o parque eólico ser construído há quatro anos, o agricultor Jing Shan Kuo tinha cerca de 700 caprinos. Logo após a instalação das turbinas de geração de eletricidade, o agricultor de 57 anos de idade disse que seus animais começaram a morrer. Agora, ele tem somente 250 cabras.

O arquipélago de Penghu, onde fica a propriedade do agricultor Jing Shan Kuo, é notório por seus ventos fortes. Sr. Kuo disse que quanto mais forte o vento, mais barulho fazem as turbinas.

“As cabras emagreceram e não estavam comendo. Uma noite eu fui ao estábulo e as cabras estavam todas de pé, não estavam dormindo” disse o fazendeiro, Kuo Jing-shan.

“Eu não sabia por quê. Se eu soubesse, eu teria feito alguma coisa para evitar a morte das cabras”, disse à correspondente da BBC Cindy Sui, em Taiwan.

Plausível

 Um inspetor local de pecuária do Conselho da Agricultura disse que o Sr. Kuo foi o único agricultor a ter comunicado mortes em grande escala.

Ele disse que sua alegação é plausível, pois sua fazenda é a mais próxima das turbinas de vento – há apenas 40m de distância.

“Ruídos anormais podem, sim, afetar o crescimento e o apetite de animais e podem privá-los de sono” disse Lu Ming Tseng

Sr. Kuo afirmou que a empresa de energia se ofereceu para ajudá-lo a se mudar, mas que não haverá nenhuma compensação pela perda de suas cabras.

“É uma dor muito grande ter que mudar, mas o que posso fazer? Eu não posso sobreviver ao lado das turbinas de vento”, disse ele.

 Leia mais:

Wind farm ‘kills Taiwanese goats’

http://news.bbc.co.uk/2/hi/asia-pacific/8060969.stm

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Imazon detecta devastação de 63 km² em fevereiro na Amazônia

Cobertura de nuvens permitiu analisar somente 12% da região.
Por isso, número pode estar subestimado.

Foto: Ricardo Azoury

Do Globo Natureza, em São Paulo

O Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), organização que faz um levantamento paralelo ao oficial da devastação na região amazônica, registrou desmatamento de 63 km² de floresta em fevereiro, o que equivale a 39 vezes o tamanho do Parque do Ibirapuera, em São Paulo. A estimativa está em relatório do órgão divulgado nesta quarta-feira (23).

O número representa uma redução de 28% em relação a fevereiro de 2010 quando o desmatamento detectado somou 87 km². No entanto, o Imazon ressalva que foi possível monitorar somente 12% da área florestal na Amazônia Legal em fevereiro, já que os outros 88% estavam cobertos por nuvens. Em virtude disso, os dados podem estar subestimados.

Os estados em que foi detectada maior área desmatada no mês passado foram, Rondônia, com 56%, seguido do Pará, com 30%. O restante do desmatamento detectado ocorreu em Mato Grosso (11%) e Roraima (3%). O Imazon registrou ainda 113 km² de degradação florestal (destruição parcial da mata) em fevereiro.

Leia em:

http://g1.globo.com/natureza/noticia/2011/03/imazon-detecta-devastacao-de-63-km-em-fevereiro-na-amazonia.html

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Áreas de proteção não garantem a sobrevivência da Mata Atlântica

Isoladas, essas porções perdem variedade genética e ficam vulneráveis. Solução está nos corredores ecológicos

De maneira lenta e agonizante, a Mata Atlântica, que já chegou a cobrir 15% do território brasileiro, sucumbe à ação do homem. Segundo pesquisa da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp), a diversidade biológica da floresta avistada por Cabral quando o Brasil foi descoberto corre o risco de desaparecer, mesmo nas áreas protegidas por lei. As mais de 700 reservas que guardam os 7% restantes do bioma estão perdendo densidade e variedade de espécies. A causa é o isolamento. Distantes umas das outras, as reservas não conseguem trocar sua biodiversidade, o que deixa plantas e animais vulneráveis.

As análises feitas pelos pesquisadores mostraram que, nessas áreas, apenas entre 3% e 4% dos exemplares de árvores surgiram de pólen vindo de regiões distantes, fora das estações ecológicas em que estão localizados. O ideal para preservar a saúde da floresta é que a taxa seja de 10%. O isolamento aumenta os cruzamentos entre árvores e animais semelhantes, deixando as novas gerações pobres geneticamente e mais suscetíveis a pragas e doenças. “Existe uma incapacidade da sociedade em valorizar as florestas. Como os dedos de uma mão são igualmente importantes, todas as espécies têm um valor inestimável, nenhuma delas está aí por acaso”, alerta o pesquisador Mário Luiz Teixeira de Moraes, do câmpus de Ilha Solteira da Unesp.

O trabalho de Moraes consiste justamente em tentar aumentar o intercâmbio de biodiversidade entre as diversas áreas preservadas de floresta no interior de São Paulo. Além de manter pesquisas para aferir como os cruzamentos entre gerações de árvores ocorrem, ele promove a reprodução de árvores isoladas. “Realizo o que considero o papel primordial das instituições públicas, que é a conservação dos recursos genéticos”, afirma. “A conservação dos recursos genéticos deveria ser uma estratégia de guerra de um país continental ,como é o caso do Brasil. Mas infelizmente não é”, completa.

Efeito estufa
Com a situação, o homem também perde. Segundo um estudo do Instituto de Pesquisas em Meio Ambiente Hellmholtz , na Alemanha, publicado ano passado na revista científica Ecological Modelling, florestas fragmentadas têm menor densidade e, consequentemente, capturam menos gás carbônico. Ou seja, o processo ajuda a aumentar o efeito estufa.

A pesquisa avaliou a produção de biomassa para cada hectare de terra em reservas de diversos tamanhos. Enquanto, na mata virgem, cada hectare de mata produz 250t de biomassa, nas reservas de proteção de 1 milhão de metros quadrados, esse índice cai para 228t. Em áreas protegidas menores, de 10 mil metros quadrados, esse valor despenca ainda mais, chegando a 140t. Uma redução de quase 40% na capacidade de sequestro de carbono. “É um erro pensar na perda da floresta somente considerando a redução de sua área total. Devemos considerar a configuração espacial das áreas florestais restantes”, explica ao Correio o pesquisador alemão Jürgen Groeneveld, um dos líderes do estudo, feito em parceria com a Universidade de São Paulo (USP).

A explicação para o problema é a relação conflituosa que as florestas têm com seus arredores. As áreas consideradas de borda, em que a mata entra em contato com áreas não preservadas, pouco a pouco tornam-se mais frágeis. “Situações como condições dos ventos e a alteração do clima e da radiação conduzem a uma modificação geral do microclima nas bordas da floresta. Esses são fatores que prejudicam especialmente as árvores maiores e velhas”, completa Sandro Puetz, que também participou do estudo. Os vegetais mais antigos guardam a maior parte da biomassa.

Uma das saídas defendidas pelos especialistas é a conexão das pequenas reservas com áreas de preservação maiores, diminuindo as regiões de borda. “Uma das possibilidades seria conectar os fragmentos pequenos de floresta entre si, formando uma área grande”, opina Puetz. Apesar de simples, a solução esbarra na dificuldade de se criarem mais reservas, já que a Mata Atlântica está em algumas das regiões mais urbanizadas do país. A ação, no entanto, pede rapidez. “Os fragmentos remanescentes já estão bastante degradados. Já perdemos muita biodiversidade”, lamenta o pesquisador.

A ligação entre os diversos fragmentos pode ocorrer com a adoção dos chamados trampolins e corredores ecológicos. Segundo os pesquisadores, isso possibilitaria o intercâmbio entre exemplares das espécies atualmente isoladas. Os animais poderiam transitar entre as diferentes florestas e as plantas usariam o vento, as águas e os bichos para migrarem entre as reservas, de forma a promover a diversidade genética e fortalecendo o bioma.

Legislação
O primeiro código florestal brasileiro, promulgado em 1935, e sua versão atual, elaborada em 1965, preveem a manutenção dessas estruturas para garantir o intercâmbio de espécies. O tema também é abordado na nova proposta de código em discussão no Congresso Nacional. “Há mais de 80 anos, a legislação brasileira reconhece a importância dos corredores. O problema não é científico nem legal. O que falta é uma cultura que valorize a preservação das florestas”, acredita Eleazar Volpato, professor de política florestal da Universidade de Brasília (UnB).

Para ele, as mudanças e as revisões nas legislações não são suficientes para que os corredores ecológicos se tornem realidade. “Apenas cerca de 10% da população brasileira vive na zona rural. Os outros 90%, que vivem nas cidades, cobram dessa minoria a preservação ambiental. A legislação só valerá quando as políticas de preservação distribuírem entre toda a sociedade os ônus da preservação”, opina.

De acordo com o Ministério do Meio Ambiente (MMA), os corredores não são estruturas obrigatórias em todas as áreas de proteção e argumenta que sua implantação depende de estudos que confirmem a necessidade. “Nos últimos 10 anos, o Brasil criou dois terços de todas as reservas ambientais surgidas no mundo. Por serem relativamente novas, a maioria das reservas ainda não tiveram esses estudos efetuados”, diz Fábio França, diretor de Áreas Protegidas da Secretaria de Biodiversidade e Florestas do MMA. “No entanto, em meados de 2012, deve ficar pronto o primeiro projeto de implantação de corredor ecológico, no norte do Espírito Santo e no sul da Bahia”, informa.

Outras iniciativas estão em andamento. Nos próximos dois anos, deve ser finalizada a implantação de quatro corredores ecológicos em áreas do Sudeste, do Sul e do Nordeste. “No entanto, mais que demarcar essas áreas e garantir que elas estejam contempladas no próximo código florestal, é preciso planejar e executar projetos para maximizar o potencial de conectividade, fazendo com que os corredores efetivamente funcionem”, completa o coordenador do Laboratório de Ecologia da Paisagem da organização ambiental WWF, Sidney Rodrigues.

Leia em:

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/ciencia-e-saude/2011/03/24/interna_ciencia_saude,244298/areas-de-protecao-nao-garantem-a-sobrevivencia-da-mata-atlantica.shtml

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Múltiplos fatores ameaçam a sobrevivência das abelhas melíferas, diz relatório do PNUMA

Popsustentável: O estudo do PNUMA sobre o declínio da população de abelhas é de vital importância para compreendermos exatamente o que significa perda de biodiversidade. É fundamental para entendermos o que o crescimento populacional do homem representa para a vida animal. Ninguém parece dar tanta importância quando se fala em extinção dos tigres, ursos polares, pandas, ararinhas azuis. Muitos lamentam, muitos ficam tristes, mas a extinção desses animais não parece ser uma ameaça imediata para a nossa sobrevivência. Mas com o declínio da população das abelhas a situação muda radicalmente, seus serviços ambientais são fundamentais para a agricultura. Para o estudo, o colapso das colônias das abelhas é um aviso antecipado do que podemos enfrentar no futuro. Nos países onde o declínio das populações de abelha já é um fato grave, os agricultores já começam a perceber a necessidade de proteger os habitat naturais. Isso deve servir de aviso aos legisladores brasileiros na hora de votar o novo Código Florestal.

A extinção de quantos ou quais animais e plantas significará a quebra da nossa cadeia alimentar? Ninguém sabe dizer, mas as abelhas melíferas e os insetos polinizadores certamente farão muita falta para o ser humano.

Abelhas sob verdadeiro bombardeio

É bastante improvável que o desastroso declínio das colônias de abelhas tenha um fim devido a uma série de ameaças, diz o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).

Um verdadeiro bombardeio provocado pelas atividades econômicas do ser humano pode ser a causa do declínio catastrófico das abelhas em várias partes do mundo nos últimos anos, adverte um relatório da ONU. Cientistas identificaram mais de uma dúzia de fatores – desde o uso de pesticidas que provocam perda de memória nas abelhas ao desaparecimento de flores silvestres – que conspiram contra um dos insetos mais úteis da natureza. E sem “mudanças profundas” na forma como as pessoas estão utilizando a terra, o declínio na população de abelhas vai continuar, ameaçando a segurança alimentar e os preços dos alimentos, dizem eles.

Em apuros: A escala do desaparecimento da população de abelhas vem chocando ambientalistas e agricultores. O bombardeio inclui o aumento do uso de inseticidas sistêmicos que perturbam o sistema nervoso da abelha e o declínio de flores silvestres causados pela agricultura extensiva. Novas doenças e parasitas, incluindo o ácaro Varroa da Ásia, que enfraquece as abelhas e as torna vulneráveis à doença, estão sendo disseminadas pelo comércio internacional diz o relatório. A poluição do ar pode também estar interferindo com a capacidade da abelha de encontrar plantas com flores e comida. Aromas de flores que podiam viajar cerca de 800 metros em 1880, agora viajam apenas 20 metros.

Os autores pedem que os agricultores plantem flores que atraem abelhas ao lado de áreas cultivadas para incentivar o reestabelecimento dos hábitos desses insetos polinizadores. Pede, também, para que os agricultores sejam mais cuidadosos com a escolha, as datas e a aplicação dos pesticidas químicos.

O autor do relatório, Dr. Peter Neumann, disse: “A transformação da paisagem e das zonas rurais nos últimos cerca de cinquenta anos provocou um declínio nas abelhas silvestres e outros polinizadores. A sociedade está investindo em colmeias em escala industrial, e gerenciam colônias de abelhas para compensar o declínio e chegam ao ponto de transportá-las de caminhão para as propriedades agrícolas, a fim de garantir o nosso abastecimento de alimentos”.

 “O ser humano fabricou a ilusão de que no século 21 terá a capacidade tecnológica para se tornar independente da natureza. As abelhas são a prova de que somos mais e não menos dependentes dos serviços da natureza em um mundo com quase sete bilhões de pessoas”.

Achim Steiner, o Subsecretario Geral do ONU e diretor executivo do PNUMA, disse: “A maneira com que a humanidade gerencia ou mal administra seus recursos naturais, incluindo os insetos polinizadores, em parte definirá nosso futuro coletivo no século XXI. O fato é que das 100 plantas cultivadas pelo homem e que fornecem 90% dos alimentos do mundo, 70 são polinizadas pelas abelhas”.

“Nós precisamos ficar mais espertos sobre como gerenciar essas colmeias e precisamos gerenciar melhor a utilização da terra, a fim de recuperar as populações de abelhas silvestres para níveis mais sustentáveis e mais saudáveis.”

Paralelamente ao colapso das colônias, uma estimativa de 20.000 espécies de plantas das quais várias espécies de abelhas dependem para se alimentar, poderão desaparecer nas próximas décadas se os esforços de conservação não forem intensificados e os desmatamentos prosseguirem.

As mudanças climáticas pode agravar a situação, de várias maneiras, inclusive com alteração dos períodos de floração das plantas e das mudanças nos padrões de precipitação de chuva. Isto pode, por sua vez, afetar a qualidade e quantidade do fornecimento do néctar.

O relatório diz que as abelhas também estão sofrendo com a concorrência com a introdução de espécies exóticas. Na Europa, as abelhas melíferas estão sendo atacados pela vespa asiática – um inseto que invadiu metade da França nos últimos anos. Alguns apicultores podem também involuntariamente prejudicar os insetos. A reutilização de caixas e comida de colmeias mortas pode espalhar a doenças.

O estudo indica que as abelhas são um aviso precoce de impactos mais amplos sobre a vida animal e vegetal e que medidas para preservar e estimular o crescimento das populações de insetos polinizadores poderá não só garantir a segurança alimentar, como também assegurar o destino de muitos outros animais e plantas que são economicamente e ambientalmente importantes para o homem.

Leia o relatário completo:

http://www.unep.org/dewa/Portals/67/pdf/Global_Bee_Colony_Disorder_and_Threats_insect_pollinators.pdf

Leia mais:

http://www.dailymail.co.uk/sciencetech/article-1364862/Honeybee-decline-unlikely-stop-perfect-storm-threats-UN-warns.html

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A Biodiversidade é fundamental para a economia

Ponto de vista

Sigmar Gabriela ministro de Meio Ambiente da Alemanha

A Alemanha colocou a biodiversidade junto com as mudanças climáticas em sua agenda política para o G8. O ministro explica porque não discutir a perda de espécies vai tornar o mundo mais pobre – tanto no sentido econômico quanto da natureza.

Muitos devem pensar porque a biodiversidade deve ser uma pauta na agenda do G8+5.

As nações do G8, junto com cinco das principais economias emergente, China, Índia, África do Sul, Brasil e Mexico, usam quase três quartos da biocapacidade da Terra – a capacidade do ecossistema do Planeta de produzir recursos naturais e reduzir substâncias prejudiciais.

A perda da diversidade biológica do mundo está avançando em um ritmo sem precedentes. Cerca de 150 espécies são extintas por dia.

Além da sua beleza e singularidade, suas funções específicas dentro dos ecossistemas ficam perdidas para sempre. A teia da vida que sustenta a nossa sociedade global está cada vez mais fraca.

É por isso que a Alemanha elegeu tanto biodiversidade como as mudanças climáticas como prioridades para reunião de ministros deste ano ambiente G8 +5.

Declínio dramático

Os países participantes têm capacidade para buscar soluções para estas duas questões fundamentais, que são vitais para um futuro sustentável.

A diversidade biológica é indispensável para as nossas vidas e para o desenvolvimento econômico mundial.

A produção de recursos naturais na agricultura, silvicultura e pesca, ciclos hidrológicos naturais estáveis, solos férteis, um clima equilibrado e vários outros serviços do ecossistema vital só pode ser permanentemente assegurada através da protecção e utilização sustentável da diversidade biológica.

Dois terços dos serviços dos ecossistemas já estão em declínio, alguns apresentam redução dramática.

Estamos gradualmente compreendendo a importância fundamental da diversidade biológica para a economia global.

Por exemplo, o valor anual de comércio de pesca está estimado em US$ 5,9 bilhões (seis vezes mais que os niveis em 1976). No entanto, as quantias pescadas estão em declínio contínuo e quase 75% dos estoques mundiais de peixes já foram pescados para a além de um limite sustentável.

Leia mais:

http://news.bbc.co.uk/2/mobile/science/nature/6432217.stm

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Região de maior biodiversidade da Amazônia ameaçada pela estrada Interoceânica

Madre de Dios, uma região peruana localizada na fronteira com o Brasil e a Bolívia é considerada por cientistas como uma das áreas de maior biodiversidade da floresta amazônica. Região onde a Cordilheira dos Andes encontra a Amazônia, Madre de Dios é cortada pela a rodovia Interoceânica Brasil-Peru.

O crescimento populacional aliado ao crescimento da economia do Brasil e do Peru ameaça à flora e fauna da região. De acordo com dados divulgados pelo Scotiabank em 08 de fevereiro de 2011, o Produto Interno Bruto (PIB) do Peru deve avançar 8% na comparação com o último trimestre de 2010. O Peru lidera, junto com Brasil, o ranking dos países que mais crescem na América do Sul. De acordo com o blog Além dos Andes: “o desenvolvimento está sendo puxado pela demanda interna, sinal de que a população está consumindo mais, o que pode ajudar a combater mais rapidamente a pobreza e a desigualdade do país”.

Neste sentido, é importante também que os dois países discutam medidas para reduzir suas taxas de crescimento anual da população que estão acima da taxa de reposição. Esses dois países somente têm pegadas ecológicas baixas porque grande parte da população vive em situação precária. O grande risco do aumento da população nesses dois países é a perda de biodiversidade provocada pela ocupação humana.

À beira da estrada Interoceânica em região de garimpo de ouro fica a cidade peruana de Quince Mil. “Com a abertura da estrada, chegam cada vez mais garimpeiros com maquinário pesado e mercúrio à cidade”, diz Ozwaldo Escobar, morador da cidade. “Eles estão poluindo nossos rios, matando os peixes e destruindo a floresta”. Ao longo da estrada já é possível ver o surgimento crescente de estabelecimentos comerciais.

“Asfaltar a estrada não causa tanto impacto, o problema maior são as estradas secundárias em forma de espinha de peixe é que o maior perigo” diz Rob Williams, o pesquisador da Sociedade Zoológica de Frankfurt no Peru. “Essas continuam se ramificando até que toda a mata na faixa ao lado da rodovia é desmatada”.

Leia mais:

Amazon road set to give Brazil and Peru new trade route

Dan Collyns BBC News

http://www.bbc.co.uk/news/world-latin-america-12298257

O crescimento do Peru em números

Jaqueline Paiva

http://alemdosandes.com.br

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O valor econômico do controle de pragas feito pelo morcego-de-cauda-livre nas lavouras de algodão no centro-sul do Texas

Foto: Merlin D. Tuttle/Bat Conservation International

Uma das primeiras experiências de contabilização do valor econômico dos serviços ambientais foi do ecologista e geógrafo Cutler J. Cleveland da Universidade de Boston, EUA. Cleveland e outros pesquisadores perceberam que o discurso ambiental era insuficiente para sensibilizar os plantadores de algodão no centro-sul do Texas sobre a preservação de um complexo de cavernas que abriga uma enorme colônia de reprodução do morcego insetívora Tadarida brasiliensis. Com amostras de DNA do guano do morcego-de-cauda-livre, como é popularmente conhecido o T. brasiliensis, a equipe realizou um verdadeiro CSI da vida selvagem e comprovou que a dieta dessa espécie era uma série de insetos adultos, cujas larvas são pragas na agricultura.

Com radares Dopler de meteorologia, puderam observar os morcegos voando em direção à nuvem de mariposas do lagarto de algodão. Feitas as estimativas do número da população de morcegos e quanto cada adulto da espécie comia de mariposas por noite, foi possível calcular que os fazendeiros de oito condados do Estado do Texas evitavam, com a presença dos morcegos, duas aplicações de pesticidas no valor de US$200.000 por safra de algodão.

Em 1980, quando a ponte Congress Avenue foi construída em Austin no Texas, ninguém podia imaginar que ela seria um perfeito abrigo para uma colônia de morcegos-de-cauda-livre que passa o verão no estado. A ponte abriga uma estimativa de 1,5 milhão de morcegos e é a maior colônia urbana de morcegos nos EUA. Hoje, esse morcego insetívoro não é mais considerado uma ameaça. A campanha bem sucedida de educação ambiental do Bat Conservation International fez do morcego um símbolo da cidade. Anualmente, os morcegos atraem mais de 100 mil turistas para a cidade anualmente.

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A valoração dos serviços ambientais

Foto: Ricardo Azoury

No universo nada é eterno. Na Terra, a vida já se reinventou milhões de vezes desde o surgimento das primeiras formas de vida. As catástrofes naturais já extinguiram milhões de espécies de animais e plantas. As extinções em massa de espécies animais e vegetais por perda de habitat e poluição que assistimos hoje é consequência do avanço da ocupação do ser humano sobre o meio natural. Mas quantas espécies de animais e plantas que o ser humano pode levar à extinção sem prejuízo à sua própria sobrevivência? Ninguém sabe dizer. Ninguém tem essa resposta.

Uma iniciativa para tentar preservar a biodiversidade é calcular o valor dos serviços ambientais da natureza. O conceito de serviço ambiental é novo. Podemos defini-lo como os serviços de longo prazo que a natureza presta para sustentar a vida no Planeta. Até recentemente, considerava-se que esses serviços eram gratuitos e ilimitados. Na lista de serviços ambientais está a decomposição da matéria pela ação dos microrganismos; o mel e a polinização das plantas realizada com o trabalho das abelhas e insetos; o controle de pragas da lavoura feito pelos pássaros, sapos e morcegos e a proteção dos litorais contra tempestades feita pelos manguezais.

A destruição de habitat causada pelo desmatamento de florestas, a poluição dos rios, o crescimento das cidades e áreas destinadas à agricultura vem acelerando um processo de extinção em massa de seres vivos. Assegurar a biodiversidade da Terra é, ao mesmo tempo, garantir que os serviços ambientais continuarão sendo realizados em benefício do ser humano.

A ONU junto com vários países está contabilizando os serviços da natureza como forma de convencimento de que é necessária a preservação ambiental. Alguns resultados já foram divulgados.

Um estudo da Costa Rica mostrou que áreas de floresta intacta próximas de plantações de café aumentaram em 20% a colheita porque a floresta hospeda insetos polinizadores.

Uma área de preservação de pradaria na Nova Zelândia fornece água limpa e gratuita para a região de Otago reduzindo gastos com a obtenção e represamento de água.

No Vietnam, o plantio e a proteção de cerca de 12 mil hectares de mangues custa US$ 1,1 milhão para o governo, mas, por outro lado, economiza anualmente US$ 7,3 milhões com manutenção de diques. Os manguezais são uma proteção natural para os tufões que atingem o sul-asiático. Os prejuízos com essas tempestades são incalculáveis em vidas humanas e em danos às cidades e às comunidades rurais.

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Quem diria que o melhor amigo do homem também contribui para o aquecimento global

O melhor amigo do homem também anda consumindo demais. A indústria por trás dos nossos animais domésticos cresce em ritmo acelerado. Somente em Brasília, as clínicas veterinárias movimentam um capital médio anual de R$ 1,53 bilhão.

O crescimento da população de pets cresce proporcionalmente ao da população humana. Nos Estados Unidos e na Inglaterra já estão falando em superpopulação de pets e chamam as pegadas ecológicas dos animais domésticos de “paw prints.” Alimentar seu cãozinho sai caro para o meio ambiente e tem, também, os outros mimos como roupas, botinhas, camas, petiscos, os banhos semanais no pet shop com direito à água morna e uma “escova” para secar os pelos.

Em São Paulo, um estudo da Vigilância Sanitária em parceria com a Universidade de São Paulo (USP), revelou um número estimado de um cachorro para cada quatro habitantes no estado. De acordo com a Sociedade Humanitária dos Estados Unidos existiam no final de 2009, 77,5 milhões de cachorros e 93,6 milhões de gatos no país. Em 62% das residências americanas existem pelo menos um animal doméstico, ou seja, 71,4 milhões de casa. Os americanos gastaram US$ 47,7 bilhões em 2009 com seus animais domésticos.

Da mesma forma que os seres humanos, os animais domésticos vivem cada vez mais por causa dos bons tratos do dono que vai da aplicação de vacinas e cirurgias aos tratamentos com medicamentos caros. Infelizmente, eles nem sempre têm o mesmo destino e a vida longa do homem moderno. Nem toda família assume a responsabilidade de criar seus animais domésticos até que cheguem à vida adulta. Todos os anos milhares de cachorros e gatos são sacrificados nos centros de controle de zoonoses do país e muitos deles são entregues pelos próprios donos. Portanto, da próxima vez que você estiver pensando em adotar algum método de contracepção, lembre-se do seu amiguinho. Ou, então, durante o cio dela, coleira neles!

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Mais de mil cachorros no salão

Correioweb

18/02/2011 18:05 Atualização: 18/02/2011 19:13

Alguns pet shops e lojas virtuais estão preparados com um acervo de incríveis fantasias para cães de todas as espécies. E a criatividade vai longe, pois o totó pode tanto se disfarçar de humano (com roupinhas de bombeiro, de palhaço, de prisioneiro) quanto imitar outros bichos bem diferentes, como zebras, joaninhas e até tubarões. Completam o visual festeiro muita purpurina e tingimentos exóticos de pelo.

Nos EUA, já é tradição incluir os animais de estimação em festejos como Halloween. Aqui, porém, a moda está apenas começando. “Ganhei uma fantasia de colombina para a minha cadela e, depois disso, muitos dos meus clientes se interessaram”, conta a empresária Daniela Americano do Brasil, que passou a importar esse tipo de roupa para revender. Daniela acha a brincadeira um barato, desde que o bem-estar do bicho esteja garantido. “Tem gente que exagera com o animalzinho”, alerta.

O carnaval é também uma chance de conscientização, avalia Mariana Lucca, organizadora do BloCão, bloco carnavalesco para cães que desfila em Curitiba desde 2008. “Ano passado fizemos uma parceria com uma ONG que levou cachorrinhos para adoção. Queremos aumentar a participação em 2011 e, além de muita animação, buscamos uma estrutura melhor, já que o bloCão é o primeiro do gênero”, exalta Mariana.

Seja como for, a festa pode ficar muito mais animada com a participação dos pets. Por isso, a Revista preparou um bazar especialmente para o feriado prolongado.

 (Divulgação)  

 http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/revista/2011/02/18/interna_revista_correio,238526/mais-de-mil-cachorros-no-salao.shtml

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